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Conveniência
Estava assim até ontem. Sem ligações. Sem mensagens. Sem aquele mínimo que, em outros tempos, eu ainda tentava justificar. E talvez o mais estranho seja perceber que isso não começou ontem. Foi assim durante boa parte desse último um ano e meio. Um silêncio longo demais para ser acaso. Um silêncio repetido demais para ser… — read more
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Fragmentos
Fragmentos colhidos de dentro. sobre presença A presença é revolução. Tem gente esperando que alguém demore um segundo a mais do que o educado pede. Presença não tem asterisco. Não é um sim camuflado de talvez. Amor é um modo de olhar que não pesa. Ficar é raro — e eu escolho o raro. sobre… — read more
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Escrever é ficar.
Ficar quando a resposta não veio. Ficar quando o mundo correu. Ficar quando a emoção pediu forma e a forma precisou de silêncio. Meus textos não tentam parecer perfeitos. Tentam ser honestos, elegantes e vivos. “Quando a vida vira barulho, a escrita vira presença.” Gusmorelife — read more
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Sobre mim e os textos que escrevo
Escrevo porque algumas coisas não cabem no silêncio. Não escrevo para enfeitar sentimentos, nem para transformar dor em espetáculo. Escrevo para tentar organizar aquilo que, muitas vezes, chega sem forma. Uma sensação, uma ausência, uma pergunta que ficou no peito, um incômodo com o mundo, uma lembrança que insiste em voltar, uma presença que marcou… — read more
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Quando foi a última vez
Quando foi a última vez que você disse eu sem sentir o peso de tudo que esse eu precisa sustentar? Sem a armadura por dentro.Sem o personagem pronto.Sem o roteiro ensaiado em silêncio antes de atravessar a porta. Quando foi a última vez que você perguntou você está bem e permaneceu ali de verdade? Quieto… — read more
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Antes de me entregar, eu precisei perceber onde a minha entrega ainda era verdade e onde já era abandono de mim. Precisei entender que presença não se implora, clareza não deveria humilhar e sentimento não precisa pedir desculpa por existir. Talvez eu continue sentindo muito. Talvez eu continue me perguntando demais. Talvez eu ainda tropece… — read more
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III. Pudor
Nem tudo que eu sinto nasceu pra ser dito. Me olho no espelho da mente, quando só. Analiso cada linha falada, cada atitude vivida. Presente, futuro, de volta ao presente. Tento sobreviver a egoísmos alheios, misturados a orgulho e pouco caso. E no meio disso, eu entendo. Pudor não é timidez. Não é fraqueza. É… — read more
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Mas nem tudo que existe dentro de mim precisa sair correndo para o mundo. Depois de sentir a ausência e ainda desejar a presença, eu começo a entender outra forma de proteção: não a frieza, não a fuga, mas o cuidado com aquilo que ainda é sagrado. Existe um tipo de silêncio que machuca. E… — read more
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II. A coragem de se permitir
Será que um dia posso gostar… sem medir, sem travar, sem ensaiar o sentimento antes de sentir? Será que um dia eu deixo a curiosidade correr solta, sem essa necessidade de controlar o final de algo que ainda nem começou? Será que um dia eu me permito de verdade… não pela metade, não com um… — read more
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Depois da ausência, vem uma pergunta mais difícil que a dor: ainda existe espaço para se permitir? Porque não é simples abrir a porta de novo quando a última visita saiu sem se despedir. Não é simples confiar no começo quando o corpo ainda lembra do fim que não aconteceu direito. Mesmo assim, alguma parte… — read more