Fragmentos colhidos de dentro.
sobre presença
A presença é revolução.
Tem gente esperando que alguém demore um segundo a mais do que o educado pede.
Presença não tem asterisco. Não é um sim camuflado de talvez.
Amor é um modo de olhar que não pesa.
Ficar é raro — e eu escolho o raro.
sobre ausência
O silêncio pode até falar. Mas a ausência grita.
Desaparecer nunca foi leveza. É só uma forma confortável de evitar responsabilidade emocional.
Talvez o que mais machuca não seja o fim. Mas a ausência dele.
Notas de um amor que não teve beijo. De um toque que só viveu no pensamento.
Prefiro carregar o peso de sentir do que a leveza vazia de não ser nada.
sobre pudor
Pudor é entender que existem coisas que perdem valor quando são entregues sem critério.
Nem tudo que eu sinto nasceu pra ser dito.
Existem partes minhas que não nasceram pra plateia.
Quando tudo é acessível, nada é realmente especial.
Existe um tipo de silêncio que machuca. E existe outro que preserva. A diferença está no respeito.
sobre música e sentir
A música é o único idioma que o corpo entende sem tradução.
Escrever é transformar ruído em respiração.
Entre o som e o silêncio, existe uma vida tentando se explicar.
A música não quer ser entendida. Ela quer dançar contigo no escuro da tua mente.
O que eu sinto não precisa gritar para existir.
sobre entrega e processo
Quem acredita que é feito pelos resultados ainda está preso ao fim.
Antes de me entregar, eu precisei perceber onde a minha entrega ainda era verdade e onde já era abandono de mim.
Se um dia eu me entregar, que seja por escolha. Que seja com presença.
Talvez se permitir não seja se jogar sem pensar, mas também não seja se proteger tanto a ponto de nunca viver.
É Festa porque viver, do jeito certo ou errado, intenso ou quieto, é uma celebração.
— Gusmorelife
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