É Festa.

Mas não porque tem luz colorida. É festa porque tem vida.

A pista não é de dança, é de existência. E a música que toca? É você quem sente, mesmo sem entender.

Parece só um bordão — desses jogados no meio de uma conversa ou story — mas É Festa virou mantra. Virou explicação de tudo que não dá pra explicar. Porque a vida, essa coisa doida que acontece entre um refrão e outro, é exatamente isso: uma rave cósmica onde você entra sem saber a programação.

Tem fila. Tem cansaço. Tem aquele momento que você só quer sentar num canto com uma água na mão e respirar. Mas aí… toca aquela. A música. E você levanta. Vibra. Dança como se não houvesse amanhã — porque talvez não haja mesmo.

E tem gente. Gente estranha. Gente que dança diferente de você. Gente que parece que nasceu da mesma batida. E você se mistura. Se funde. Se afasta. Se aproxima. Troca suor, energia, sorriso.

É festa quando você se entrega, mesmo com dor no pé, mesmo com a cabeça cheia. É festa quando você sente que pertence a alguma coisa — nem que seja só àquele momento.

E olha como isso é a vida: você entra esperando um som, mas o DJ muda a playlist. Você se arruma inteiro, mas derrubam bebida na sua roupa. Você perde os amigos no meio da multidão… e encontra estranhos que te abraçam como velhos conhecidos.

Então quando eu digo É Festa, não é sobre sexta-feira. É sobre segunda também. É sobre chorar ouvindo uma música que ninguém entende. É sobre aquele abraço em alguém que dançou a mesma dor que a sua. É sobre dançar sozinho no quarto e chamar isso de vitória.

É Festa porque viver, do jeito certo ou errado, intenso ou quieto, é uma celebração. E mesmo que a luz apague, a última batida continua ecoando dentro da gente.

— Gusmorelife


Este texto é o Epílogo de Entre Acordes e Abismos: O Livro-Sonho — onde tudo começou e onde tudo termina. É Festa.

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